A crônica de hoje foi feita para a disciplina Webjornalismo, ministrada pela professora Érica Santana, no curso de jornalismo da UNIP de Brasília. A proposta foi baseada na matéria "Só Por Hoje", do jornalista Celso Vicenzi (Observatório da Imprensa).
Hoje em dia está cada vez mais difícil conviver nas redes sociais. Conviver na vida real, na verdade! E como essa convivência pode ser dificultada? Isso é resultado de pequenas ações do nosso dia-a-dia que fazemos para simplesmente preencher um vazio que temos dentro de nós mesmos. Preencher um pouco dessa necessidade que NÓS criamos dentro de nós mesmos de tentar ser superior aos outros.
Isso acontece de mais formas que você possa imaginar. Vamos pegar dois exemplos completamente opostos. Uma pessoa que seja completamente contra o governo atual, tenha uma condição financeira estável. Qual seria um dos perfis mais comuns de uma pessoa nessas condições ao se deparar com alguém que apóie o Partido dos Trabalhadores (PT)? "Bando de petralha..."
Agora pensemos no oposto disso. Uma pessoa que viva fora do centro da cidade, seja um trabalhador que tenha dificuldades financeiras e goste muito do governo. Qual será a reação dele ao ver o exemplo anterior? "Afe, olha aquele coxinha falando merda novamente!". Acho que não preciso de mais exemplos do que esses para demonstrar do que estou falando aqui.
Esse é o maior problema atual. Não podemos aceitar ideias opostas às nossas. E isso é algo que me preocupa. Se você não gosta de funk, por exemplo, qual é a dificuldade de aceitar que existem pessoas de bom caráter que gostem? Eu pessoalmente tenho ótimos amigos que gostam. Tive professores que gostavam de funk e sim, eles são pessoas maravilhosas. Nunca tive um problema sequer com essas pessoas.
Ao ler a crônica de Celso Vicenzi sobre o eercício de ter em mente que "só por hoje", temos que tentar nos livrar de tais preceitos, me fez pensar em muitas coisas. Por exemplo, que tal se só por hoje deixemos de chamar aquela pessoa que tem mais condição financeira que nós de coxinha? Só porque ele tem mais condição que nós, o que ele pensa necessariamente é inválido e tudo o que ele pensa vai ser alguma forma de nos descer ainda mais?
Que tal se só por hoje não chamemos aquela pessoa que gosta do partido atual de petralha? Isso vai nos doer por simplesmente praticar esse exercício? Que tal se só por hoje o funkeiro não seja o nosso inimigo? Que tal se, só por hoje, nos ternemos mais humanos? Mais compreensivos?
Só por hoje. Um dia, quem sabe?
Atenciosamente,
Flavio Riama.
Jornalismo Felino
terça-feira, 22 de março de 2016
domingo, 28 de fevereiro de 2016
O Futuro do Jornalismo
O dia de hoje amanhece de forma usual. Sem muitas surpresas na escola. Hoje aprendemos um pouco da história do noticiário. É muito diferente de hoje em dia! A professora nos ensinou que o noticiário inicialmente era boca-a-boca. Se reuniam um cara para ficar falando as novidades para tod@s. Mais tarde, passaram a ser escritos em papel-jornal, um tipo de papel da mistura tradicional de madeiras e fibras recicladas. Logo depois surgiu a rádio e depois a televisão. Pena que não existe mais nada disso agora em 2500...
Hoje ao invés de papel jornal, temos os tablets descartáveis. Rádio? Bem, existem estações de rádio na internet. Os sites de compartilhamento de vídeo têm vários canais interessantísimos de notícias. A professora disse que alguns deles são completamente idênticos ao jornalismo de televisão antigos! Assim que cheguei em casa, fui almoçar com a minha tataravó e contei para ela sobre a aula que tivemos hoje. Com lágrimas nos olhos, ela me disse que viveu todas essas maravilhas quando era bem novinha. Fiquei curiosa para saber se naquela época eles imaginavam que tudo aquilo iria acabar.
A minha tataravó limpou suas lágrimas e ergueu a cabeça me perguntando de volta: "Por que você acha que acabou?". Eu fiquei quase sem reação diante essa pergunta. Oras, a televisão não existe mais. Ela sumiu completamente! Ninguém mais utiliza ondas de rádio. Não se usa mais papel, agora se usa esses tablets descartáveis baratos que qualquer coisinha estraga.
Com um sorriso no rosto ela me respondeu: "O que acabou foi a televisão, a rádio e o impresso. Mas quem disse que o noticiário de TV acabou? Quem disse que o radiojornalismo morreu? Quem disse que o jornal morreu?". Foi daí que eu entendi tudo: O meio até pode morrer. Mas a alma dele não morre. Aquele notíciário que se assistia na televisão hoje virou o noticiário que nós vemos nos sites de compartilhamento de vídeos. O radiojornal que ouviam sempre por meio das ondas de rádio? Hoje a internet faz esse papel e muito bem!! E o impresso? Muitos sites podem nos trazer notícias do mesmo jeitinho que os impressos faziam. E, às vezes, muito melhor!
A plataforma pode até morrer. Mas o noticiário não morre. Dar notícias é e sempre será o dever dos jornalistas.
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